Didgeridoos no Bairro da Cal


Hoje, a convite da Terese, fui ao Centro de Intervenção Social da Cal, no Bairro da Cal em Calendário, Famalicão, fazer uma apresentação sobre os didgeridoos, em regime de voluntariado.
Existe, naquele centro, um sistema de pontos através do qual os utilizadores daquele centro, especialmente os mais novos, vão arrecadando pontos verdes, amarelos ou vermelhos consoante o comportamento.
O César tem feito um enorme esforço e conquistado todos os verdes e, por isso, a Terese lembrou-se de lhe oferecer esta prenda.
Conforme o combinado, e como nunca se sabe quem estará no dia, lá arranquei a apresentação sobre o didgeridoo, as suas origens, materiais, fatores que influenciam o som, os diferentes sons que podemos produzir, etc. De cada vez que eu tocava didgeridoo ele desatava a bater com os dedos na mesa e a cantar.
Às tantas o César fala-me da “caixa de flamenco” que tem em casa, perguntei-lhe se podia ir buscar e lá foi ele a correr.
Quando voltou trazia um ritmo frenético nas mãos de cada vez que tocava mas eu estava mortinho era por improvisar com ele a cantar porque alguns dos cânticos de etnia cigana que ele entoava encaixavam de forma arrepiante com o didgeridoo.

Não foi fácil convencê-lo a cantar mas lá conseguimos, apenas um pouquinho e no vídeo só se tem uma ideia mas serve para partilhar um pouco os momentos desta tarde bem passada. E dá para ter uma ideia de como ele estava sempre num limbo entre calma e frenesim.
No fim eles pediram-me que lá regressasse no futuro com um workshop de construção e para mais música, pode ser que desta vez o Zé Paulo também cante, uma vez que hoje chegou mais tarde e estava tímido…
Obrigado aos técnicos, aos utilizadores do Centro e um especial à Terese por ter tornado tudo isto possível.

Leave a Reply