Jeremy Cloake em Portugal – testemunhos


A propósito da vinda do grande conhecedor de técnica tradicional de didgeridoo, dois grandes amigos também estudiosos desta técnica deixam algumas palavras a todos os músicos portugueses e espanhóis.

Michiel Teijgeler, podia quase ser considerado o pai do didgeridoo em Portugal porque o primeiro a dizer imediatamente que estava disponível para aceitar o desafio a vir ensinar na Residência de Didgeridoo que organizámos em 2006. Ao longo dos anos tem continuado a demonstrar um carinho pelo nosso país. Criou os RAMM, a mais impressionante banda europeia de Organic Dance onde o didgeridoo, bateria, percussão cubana e africana fazem a festa!
É um dos mais importantes importadores de Yidakis para a Europa através do site Dhapirrk Yidaki 

Dear Portugeese and spanish friends,
I can absolutly advise you to join Jeremy Cloake’s Yidaki classes! I might cost a bit but your didge/yidaki playing will get a boost that will last for years!
After this course, for instance, you will be able to understand more about Yolngu playing technique and you will be able to apricciate how complex and advanced traditional playing really is!
After all Arnhemland is where this instrument is comming from!!!
A warm harted greetings Michiel Teijgeler

We thank you for your words Michiel!

Marcos Andreu, mais um estudioso deste instrumento, de Barcelona, tem viajado frequentemente para Arnhem Land para estudar o Yidaki e desenvolveu um espetáculo de rua fantástico chamado Señor Markusen, um “one man sound system” onde explora técnicas tradicionais e contemporâneas e ainda cajon, shakers e clavas. 
São sonoridades impressionantes (um dos meus projetos preferidos da atualidade) que demonstram como a técnica tradicional contribui tanto para qualquer estilo.

Hola familia ibérica del didjeridu!! Quiero escribir tres líneas para recomendar públicamente el taller que Jeremy Cloake realizará en Portugal este verano. Jeremy es probablemente el intérprete de la escena musical de didjeridu que mejor conoce la cultura yolngu, la cultura aborigen del noreste de Arnhem Land. Vivió varios años en la comunidad de Yirrkala, estando al frente de la sección de yidaki de Buku Larrngay Mulka, el centro de arte de la comunidad, y pudo no sólamente aprender a tocar el estilo de esa zona sino comprender un montón de cosas más que tienen que ver con lo cotidiano y le permiten ubicar el yidaki dentro de la globalidad de la cultura y la música yolngu, la cultura de donde procede el didjeridu desde hace miles de años. Pero Jeremy, además de conocer muy bien la cultura yolngu y el yidaki tradicional, es un gran músico, toca diversos instrumentos y ha grabado dos discos que para mí son dos referencias indispensables, por aunar su influencia de yidaki tradicional con otras influencias como la música africana o maorí neozelandesa sobre una base contemporánea de reminiscencia electrónica, algo realmente potente, en esencia como el yidaki. Jeremy tiene un tercer disco que es un método de aprendizaje de yidaki tradicional, el cual también recomiendo mucho. Nada más, espero que mucha gente se anime a ir, es una gran oportunidad para acercarse al didjeridu tradicional, de la mano del que probablemente sea el mejor profesor para ello, sobretodo por comprender bien las inquietudes y dificultades de los que hemos incorporado el didjeridu a nuestras vidas a partir de cierta edad y en contextos tan alejados del original!!
Un saludo a tod@s!!

Gracias Marcos!


Quando temos duas autoridades do didgeridoo internacional a apoiar o nosso trabalho desta forma sabemos que estamos a fazer algo de bom pelo país.
A Fértil convida todos os músicos a pensarem seriamente em não perder esta oportunidade.
Fica ainda o agradecimento ao Jeremy Cloake pela disponibilidade!

Mais alguns testemunhos…

Ricardo Branco, criador dos Chameleon Didgeridoo e com quem tive o prazer de fundar a Associação Portuguesa de Didgeridoo há uns anos atrás, que ainda organiza o Festival de Didgeridoo nacional:

Olá pessoal
O f.d.s que passou tive o workshop com o Jeremy Cloake na Holanda e venho deixar aqui algumas palavras para quem deseja fazer a formação com ele em Portugal.
Para quem deseja realmente ter a primeira lição de “Yidaki” esta será uma oportunidade única. O conhecimento e sabedoria que este “mestre” tem, percebe-se que vem mesmo da origem do povo Yolgnu, este conhecimento e a forma como ele o partilha nota-se que e’ de uma pessoa que não passa apenas uma semana ou um mês com os verdadeiros mestres, mas sim anos e anos ate atingir esta maturidade. Antes de ter este workshop andava ‘a procura de algo e após receber este conhecimento a visão que tenho perante o Yidaki ou se quiserem chamar didgeridoo mudou completamente, e’ quase como um puzzle que faltava uma peca para entender a verdadeira imagem.
Acreditem que vale apena todo o esforço para irem a este workshop, pois uma oportunidade tão boa não vai existir em Portugal. Mais uma vez dar os parabéns ao Rodrigo Viterbo e Rui Leitão e o resto da equipa da Fértil por ter tido este iniciativa. Desejo toda a sorte e aproveitem todo o momento….
Vemo-nos no FATT pessoal….Yidaki Rules :)


Ivo Caim, um talento emergente na construção e na execução do didgeridoo, músico dos Sentola:

Já há muito que esperava uma oportunidade do género. Já tive um cheirinho de técnicas tradicionais com o Martin O’Loughlin, mas fiquei com vontade de mais.
Para mim acho muito importante conhecer melhor as origens e a cultura por detrás deste instrumento, que tanto tem moldado a minha vida e pelo qual tenho o maior respeito.
E mesmo que por alguém não Aborígene, mas que teve bastante tempo com eles e percebe as suas tradições, cultura e técnicas e que por sinal sabe transmitir muito bem esses conhecimentos.
Pode parecer um pco caro, numa altura de “crise” ou o que lhe queiram chamar, mas acho que é uma questão de gostos, e força de vontade. Querer é poder!! A mim bastou-me definir algumas prioridades e não gastar estes €€€ noutras coisas menos importantes durante algum tempo e lá vou eu, sem me pesar muito na carteira (claro que ter emprego ajuda).

E o meu próprio testemunho:

Fazer o workshop com o Jeremy mudou muita coisa na minha vida: na altura estava prestes a comprar mais um didgeridoo e desisti logo, percebi que não era dinheiro que precisava de investir mas tempo de estudo! logo aí poupei!

Depois a minha técnica levou um reforço e um crescimento repentino que me permitiu sentir logo outro à-vontade para dar mais concertos, mais um reflexo positivo do investimento.
A parte melhor foi ter compreendido a técnica tradicional a um ponto que quando fiz o workshop com o Djalu Gurruwiwi fui o único a ser adotado. Nada disto tem preço e eu tenho pena que algumas pessoas, nomeadamente profissionais deste instrumento, venham a perder a oportunidade que este grande músico e professor nos está a proporcionar.


Inscrições em http://www.fertilcultural.org/

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